TÃO PERTO ESTÁ A FELICIDADE


Mas não é bom ouvir falar bem de nós? Oh se não é! É bom, agradável e, muitas vezes, justo. O problema é que, com frequência fala-se bem do que é mau e fala-se mal do que é bom. Acresce que — como diz a experiência — as pessoas tendem a aplaudir quem mais agrada, não quem melhor serve. Sucede que nós somos chamados a servir, não a agradar.
É sabido que o serviço da verdade inquieta, incomoda. E nós gostamos de ser aquietados e acomodados. Foi por isso que Jesus passou pela calúnia e por toda a sorte de perseguição. E uma vez que o discípulo não é superior ao Mestre (cf. Lc 6, 40), então de uma coisa ficamos precavidos: se não tivermos problemas com os homens, é porque teremos algum problema com o Evangelho. Se ninguém nos incomodar, é porque o Evangelho não estaremos a testemunhar. Onde há seguimento de Jesus, há inevitavelmente a Cruz. Cabe-nos, pois, decidir. Queremos ser aplaudidos pelos homens ou aprovados por Deus?

Não devemos ser desconfiados, mas quanto a confiar plenamente, confiemos só em Deus (cf. Jer 17, 5). É n’Ele que — assim repetíamos no Salmo Responsorial — devemos pôr toda a nossa esperança. Quem em Deus confia, tem a felicidade por sua companhia.

Afinal, a felicidade está tão perto e nós andamos à procura dela pelos caminhos mais incertos. Estamos num tempo em que vivemos — talvez como nunca — preocupados com a felicidade, com a nossa felicidade. Nunca falamos tanto de felicidade, mas, paradoxalmente, nunca teremos ouvido tantas confissões de infelicidade. A felicidade é um roteiro em que todos transitam, mas também é uma meta que poucos atingem. Todos nos declaramos peregrinos da felicidade, mas quem ousa apresentar-se como saciado de felicidade?

Frei Francisco Bezerra do Nascimento

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