SE OS DE DENTRO REJEITAM, HÁ MUITOS DE FORA QUE ACEITAM


O Evangelho é uma proposta que reclama sempre uma resposta. Se a resposta for de rejeição, há que não ficar desmobilizado no chão. Mais do que litigar, é preciso insistir porque outras respostas hão-de vir. É o que Jesus faz: rejeitado em Nazaré, desce a Cafarnaum para propagar a fé (cf. Lc 4, 31).

Se os de dentro rejeitam, há muitos de fora que aceitam. Não devemos desistir de ninguém, mas também não podemos ficar condicionados por alguém. Não tenhamos medo de sair: há tanta gente com vontade de vir. O Evangelho cativa, mas nunca fica cativo: cativa a todos, mas sem ficar cativo de ninguém. O Evangelho não fica cativo nem é seletivo: é para sempre e é para todos. Por conseguinte, é imperioso todos os meios usar para a toda a gente o Evangelho levar.

Jesus leva o Evangelho nos lábios e leva — muito mais — o Evangelho na vida. Jesus é, portanto, o Evangelho vivo, o Evangelho para a vida. E o Evangelho de Jesus é, como compreendeu São Paulo, um hino de amor, um hino ao amor. Jesus não fez outra coisa senão amar. Jesus não fez outra coisa senão mostrar-nos o que é o amor. Será que nós já aprendemos?

É que, neste mundo, muito se fala de amor, mas muito mais se atenta contra o amor. O amor está presente nos nossos lábios, mas parece arrepiantemente ausente da nossa vida. É bem possível que ainda não tenhamos encontrado o amor. Só quando encontrarmos Deus — só quando nos deixarmos encontrar por Deus —, é que teremos encontrado verdadeiramente o amor.

Frei Francisco Bezerra do Nascimento

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