OS GERADORES DA FELICIDADE


A felicidade pertence ao que mais nos seduz e, ao mesmo tempo, ao que mais nos tortura. Esperamos tanto dela que achamos que é sempre pouco o que nos vem dela. Mais do que uma aspiração, a felicidade tornou-se quase uma obsessão. Tanto a cultuamos e tão pouco dela desfrutamos. Tanto a queremos obter que até nos esquecemos de percorrer o caminho para a alcançar.

Temos dificuldade em perceber que a felicidade está mais na doação do que na satisfação. Jesus foi assertivo — e definitivo — ao decretar que «a felicidade está mais em dar do que em receber» (At 20, 35).

É importante ter presente que a felicidade só se tem quando se dá. Pelo que a felicidade não pode ser desligada nem solteirizada. A felicidade tem de ser repartida e geminada. Não é possível ser feliz sem os outros, sobre os outros ou contra os outros. Já Raoul Follereau se apercebido de que «ninguém é feliz sozinho». Em suma, é preciso sair de nós para ver a felicidade entrar em nós.

Não espanta, por conseguinte, que Jesus aponte, como geradores da felicidade, a pobreza, a compaixão, o compromisso com a justiça, a mansidão, a misericórdia, a paz e a limpidez do coração. Isto significa que, ao transfigurar a vida, Jesus transforma igualmente a felicidade. Também a Sua proposta de felicidade aparece em colisão com as nossas rotinas e, como assinalou o Papa Francisco, em «contracorrente ao que é habitual».

Frei Francisco Bezerra do Bezerra do Nascimento

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