O CRENTE NUNCA É INFELIZ


As mais famosas propostas de felicidade são as Bem-Aventuranças. Mas elas não são as únicas que aparecem na Sagrada Escritura. Entre o Antigo e o Novo Testamento, podemos encontrar cerca de 40, o que atesta a preocupação divina com a felicidade humana. Tudo isto mostra como Deus felicita sempre o homem.

Sucede que, durante séculos, a felicidade foi alvo de uma espécie de oclusão, já que parecia entupida, censurada e obstruída na Catequese, na Pregação e na Teologia. Quando se falava de felicidade, remetia-se para a vida depois da morte. Nem sequer se tinha na devida conta que, como reza uma conhecida prece de São João XXIII, Deus quer que o homem seja feliz «não só no outro mundo mas também já neste».

Neste sentido, importa não perder de vista que a felicidade faz parte da nossa fé. É um tesouro que nos foi oferecido. Se a fé é um compromisso com Deus, a felicidade é também o seu fruto. Assim sendo, dir-se-ia que não é possível ser crente na infelicidade. Ser crente e ser infeliz é uma conjugação inviável. Quem é feliz é crente e quem é crente é feliz.

Se a felicidade não existe é porque a fé não subsiste. A fé é produtora de felicidade. Tendo em conta que Deus nos criou para sermos felizes, então a felicidade é o maior horizonte da nossa vida.


Frei Francisco Bezerra do Nascimento

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