DEIXEMOS O JUÍZO PARA DEUS


Se os «profissionais do ódio» vão ao ponto de odiar aqueles que amam que os «profissionais do amor» não desistam de amar, mesmo aqueles que odeiam. O amor não vence quando se vinga; o amor só triunfa quando perdoa. Assim sendo, o bem deve ser feito até àqueles que odeiam (cf. Lc 6, 27).

É preciso bendizer até aqueles que maldizem (cf. Lc 6, 28), sabendo que a nossa tendência é para maldizer até aqueles que bendizem. É claro que tudo isto requer uma dose sobre-humana de autodomínio, de contenção e de paciência. A quem bater numa face, o caminho não é bater na face do outro, mas dar a face ao outro para que, eventualmente, ele continue a bater (cf. Lc 6, 29). Mas quem está disposto a isso?

A vingança será humana, mas só o perdão é cristão. Daí a insistência de Jesus: «Perdoai» (Lc 6, 37). Não «vingai», mas «perdoai». O primeiro passo é não julgar e não condenar: «Não julgueis» e «Não condeneis» (Lc 6, 37).

Infelizmente, estamos num mundo — e vivemos num tempo — que banaliza os julgamentos severos e as condenações impiedosas. Deixemos o juízo para Deus (cf. Deut 1, 17). Só Ele está em condições de julgar. E evitemos todas as condenações. Habituemo-nos a dar novas oportunidades. Os que erram uma vez podem acertar noutra vez. E, afinal, quem não erra, quem não cai? Será curial negar aos outros o que reclamamos para nós?

Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv

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