ÀS VEZES, O AMOR PARECE MAIS FRIO QUE O FRIO



Mas qual é a temperatura do nosso amor? Às vezes, o nosso amor parece mais frio do que este tempo frio. Habituamo-nos a ligar o amor à posse, quando Deus nos mostra que o amor está apenas — e sempre — na dádiva. Amor possessivo será autenticamente amor? O amor que vem de Deus, o amor que é Deus, é sempre amor oblativo. É sempre amor que dá, amor que Se dá, amor que Se doa, amor que perdoa.

Procuremos, então, conferir a temperatura do nosso amor com o grande termômetro que é o Evangelho de Jesus. Como vai o nosso amor para com Deus? Não tentemos separar o que Deus uniu. Deus uniu o amor divino e o amor humano. Só amaremos verdadeiramente o próximo se nos dispusermos a amar verdadeiramente a Deus.

Quando se ama, considera-se sempre pouco o que se dá. Quando se ama, achamos que o outro merece sempre mais. Foi por isso que Santa Teresinha do Menino Jesus (e da Santa Face) viu neste texto de São Paulo um foco iluminador. Ela não queria mais nada: só queria o amor. No coração da Igreja, ela queria «ser o amor».

Nada mais devemos querer, nós também. Nada mais devemos querer além do amor. Cultivemos, pois, o amor: o amor para com Deus e o amor para com todos a partir de Deus. E não nos preocupemos sequer com amar. Procuremos depositar nos outros o amor de Deus, o amor que é Deus. Amemos os outros com o amor de Deus, com o amor que é Deus.


Frei Francisco Bezerra do Nascimento

ÀS VEZES, O AMOR PARECE MAIS FRIO QUE O FRIO ÀS VEZES, O AMOR PARECE MAIS FRIO QUE O FRIO Reviewed by Francisco Nascimento on 10:30 Rating: 5

Nenhum comentário:

Tecnologia do Blogger.