AMOR PARA SEMPRE, AMOR PARA TODOS


É por isso que o Evangelho preceitua o amor: o amor para sempre e o amor para todos. Para o cristão, o amor nunca pode ser limitado nem seletivo. Para o cristão o amor jamais pode deixar alguém de fora. Os que o merecem estão à espera dele. E os que o não merecem são os que mais precisam dele.

Daí que Jesus ordene para não amarmos apenas os que nos amam (cf. Lc 6, 32). Isso é o trivial, o humano. Desumano seria odiar quem nos ama. Só que o cristão deve ir mais longe. O seu amor há-de incluir os amigos, mas sem excluir os inimigos. É esta a suprema provocação de Jesus: «Amai os vossos inimigos» (cf. Lc 6, 27. 35).

Eles podem não querer, mas nós não podemos deixar de oferecer. Dir-se-ia que o amor é ainda mais necessário junto daqueles que vivem ao contrário. É certo que não é fácil conquistar para o amor quem chafurda nas lamacentas passadeiras do ódio. Há mesmo quem pense que as duas coisas mais difíceis são converter a água em vinho e transformar o inimigo em amigo.

Mas há que tentar. Há, pelo menos, que não desistir de tentar. No mínimo, não sejamos inimigos dos nossos inimigos. É que, se respondemos com ódio ao ódio, acabamos por contribuir para semear mais ódio.

Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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