UMA TEOFANIA E UMA ANTROPOFANIA


O Batismo de Jesus constitui uma Teofania e uma Antropofania. Jesus é o Filho de Deus (cf. Mc 1, 11) em forma humana. Ele é a revelação definitiva de Deus e é a revelação suprema do homem. O Concílio Vaticano II proclama que Jesus «revela o homem ao homem». O serviço é a chave desta dupla revelação. O Filho de Deus é já delineado por Isaías como o Servo (cf. Is 42, 1): Servo de Deus e Servidor para os homens.

No Batismo, Deus ungiu Jesus com «Espírito Santo e fortaleza» (Act 10, 38) para a Sua missão que consiste em levar «a justiça às nações», em «abrir os olhos aos cegos», em «tirar da prisão os cativos e da cadeia os que habitam nas trevas» (Is 42, 1-4.6-7). Jesus apresenta-Se, assim, inteiramente divino e inteiramente humano: consubstancial ao Pai na divindade e consubstancial a nós na humanidade.

É claro que Jesus não precisava do Batismo; o Batismo é que precisa de Jesus. Jesus é o verdadeiro Batista. Por isso, João resiste: «Eu é que devo ser batizado por Ti» (Mt 3, 14). Mas, como nota São Gregório de Nazianzo, «João resiste e Jesus insiste». São Máximo de Turim percebeu: «Cristo foi batizado, não para ser santificado pelas águas, mas para santificar as águas e para purificar as torrentes com o contato do Seu corpo».

Está, assim, apontada a nossa identidade e traçado o nosso itinerário. Ser cristão é seguir Cristo, é ser batizado em Cristo. Por tal motivo, terminamos o Tempo de Natal com o Batismo de Cristo e iniciamos o Tempo Comum com a determinação de vivermos sempre o nosso Batismo em Cristo.

Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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