UM MISTO DE ACEITAÇÃO, REJEIÇÃO E INDIFERENÇA


Esta festa surgiu no Oriente, a 6 de Janeiro. Inicialmente, o seu conteúdo era variável e abrangente. Na Epifania, celebrava-se o nascimento de Jesus, as bodas de Caná e o Batismo do Senhor. Muito depressa, o Ocidente incorporou esta festa, acrescentando-lhe a adoração dos magos.

De toda esta evolução resultou a atual estrutura do tempo natalício: Natal a 25 de Dezembro, Epifania a 6 de Janeiro e Batismo do Senhor no Domingo depois da Epifania. No fundo, entre o Natal e a Epifania há um intercâmbio de significado. Celebra-se o mesmo em ambos os casos: a manifestação de Deus aos homens. No Natal e na Epifania, celebramos portanto a mesma Teofania.

Desde o início, Jesus é adorado e também rejeitado. Diante de Jesus, diferentes personalidades assumem diferentes atitudes, que vão desde a adoração (os magos), até à rejeição (Herodes), passando pela indiferença. Esta última é a atitude dos sacerdotes e dos escribas, que não vão ao encontro desse Messias que eles bem conheciam dos textos sagrados.

Não basta, com efeito, conhecer Jesus, é fundamental ir ao encontro d’Ele para O anunciar. Ele vem para mudar os nossos passos. É por isso que os magos regressam à sua terra por outro caminho (cf. Mt 2, 12). Quando nos encontramos com Jesus, que é o caminho (cf. Jo 14, 6), os nossos caminhos são outros. Transformemos, então, a nossa vida. Convertamo-nos Àquele que Se converteu a nós, Àquele que Se fez um de nós. Façamos sempre como os magos: sigamos a estrela; nunca paremos de vê-la. Deus deixar-Se-á encontrar. E a felicidade em nós há-de brilhar!

Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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