TEMPO COMUM PARA VIVER UM MISTÉRIO (SEMPRE) INCOMUM


Quem festeja o seu Batismo? Quem procura saber a data do seu Batismo? Afinal, que importância damos nós ao Batismo? Que fica em nós do Batismo? O Batismo «de» Jesus Cristo é, assim, uma oportunidade para refletirmos sobre o nosso Batismo «em» Jesus Cristo. Esta festa assinala a transição do Tempo do Natal para o Tempo Comum. Ressalve-se, desde já, que o Tempo Comum não é um tempo menos importante. Pelo contrário, no Tempo Comum celebramos o mistério total de Cristo: Encarnação, Paixão, Morte e Ressurreição.

É por isso que, no Tempo Comum, celebramos um Mistério sempre Incomum: o mistério de Deus que Se fez homem em Jesus Cristo para nos salvar. O incomum torna-se comum, não no sentido de vulgar, mas no sentido de constante. O Tempo Comum é também um tempo comunitário, ou seja, um tempo para, em comunidade, celebrar e testemunhar o Evangelho de Jesus.

A esta luz, podemos dizer que o Tempo Comum é um tempo pascal e um tempo natalício. É sabido que a cadência original da celebração da Páscoa é semanal: cada Domingo é dia de Páscoa. E uma vez que o mistério pascal constitui o ápice da Encarnação, então não é descabido concluir que o Tempo Comum é também, a seu modo, um tempo de Natal. É um tempo em que Jesus (re)nasce para nós e um tempo em que nós (re)nascemos para Jesus.

Não foi em vão que Johannes Moller considerava a Igreja como «a Encarnação permanente». Na verdade, o Filho de Deus continua a encarnar no Seu novo corpo que é a Igreja, à qual pertencemos a partir do Batismo.

Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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