TANTA PROFUNDIDADE EM TÃO GRANDE SIMPLICIDADE


Deus, que habita no alto, vem visitar-nos cá em baixo. É, pois, para baixo que devemos olhar. É a partir de baixo que Deus nos olha. Deus não olha para nós, sobranceiramente, de cima para baixo. Deus olha para nós — divinamente — de baixo para cima. E é lá em baixo que continua à nossa espera: lá, nas profundidades da existência, onde a pobreza abunda, onde a injustiça avança, onde a solidão e o abandono não param de crescer.

Eis a lição de Belém. O silêncio de Deus, que falou em Belém, continua a clamar nos pobres também. Quem não os ouve a eles, como pode dizer que O escuta a Ele?

É no sobretudo nos pobres que devemos pensar. É sobretudo para os pobres que devemos agir. A propósito, partilho convosco uma prece que a minha querida Mãe costuma repetir. São palavras simples, mas muito sentidas, muito comovidas e, por isso, muito belas. Ei-las: «Ó meu Menino Jesus/que nasceste em Belém;/abençoa as criancinhas que vivem pelo mundo além./Sem paz, sem saúde,/sem carinho de ninguém;/quero amar-Vos nesta vida/e, depois, no Céu. Amém»! Tanta profundidade jaz nesta simplicidade. De facto, quem Jesus ama agora por Ele será amado pela eternidade fora.

Que o Deus-Menino de Belém — que no mundo acende a paz e o bem — encha de alegria o vosso coração também. Que Aquele que recebeu os pastores alivie as vossas dores. E que o encanto de Belém — de uma beleza sem igual — vos conceda a todos um santo e feliz Natal!

Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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