O PRIMEIRO INSTANTE DE UMA PRESENÇA CONSTANTE


Santo Hilário de Poitiers afirma que «o Espírito Santo, vindo do alto, santificou as entranhas da Virgem e, uma vez que sopra onde quer (cf. Jo 3, 8), entrou na nossa carne humana […]; e para que não houvesse obstáculo algum, o poder do Altíssimo cobriu com a Sua sombra a Virgem a fim de que a limitação humana que n’Ela havia se fortalecesse com a sombra que A ia envolver».

Com a locução «Esposa do Espírito Santo», o que se pretende vincar é que a concepção de Jesus em Maria é um acontecimento espiritual, mas inteiramente real. É um acontecimento interior, que se projeta no exterior; é um acontecimento espiritual que ocorre no carnal; é um acontecimento divino que se revela no humano. Com o Seu «sim», Maria — como verbalizou São Proclo — portou-Se como «um sagrado e misterioso “tear” da Encarnação», cujo «tecedor» foi precisamente o Espírito Santo.

Condensado todo o este mistério, o Catecismo da Igreja Católica sublinha que «o Espírito Santo é enviado para santificar o seio da Virgem Maria e fecundá-lo divinamente, Ele que é “o Senhor que dá a Vida”, fazendo com que Ela conceba o Filho Eterno do Pai numa humanidade proveniente da Sua».

Foi deste modo que Deus cuidou da morada para o Seu Filho. Preparou-Lhe uma Mãe sem mancha, uma Mulher sem mácula. A Imaculada Conceição é a primeira grande visitação de Deus à Mãe de Seu Filho. Foi o primeiro instante de uma presença constante.


Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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