OS «HÁBITOS NA TERRA» E OS «HÁLITOS DO CÉU»



Nós não somos daqui. A terra é um lugar de passagem e de passagem rápida. É importante que não tenhamos um sabor a terra, mas que, na terra, exalemos sempre um sabor a céu. Os nossos «hábitos na terra» têm de procurar fazer soprar «hálitos do céu».

Para que servem tantos ódios, tantas vinganças? Para que servem tantas ambições de fama e tantos sonhos de poder? Para que servem tantos atropelos e tantas calúnias?

Olhemos para a frente, olhemos para o fim. Nunca recuemos. Estejamos atentos e sejamos sempre vigilantes. Deixemo-nos de quezílias e de questiúnculas. Concentremo-nos no essencial, no perene e no definitivo. Não troquemos o eterno pelo instante, mas sejamos capazes de «trocar o instante pelo eterno».

Acima de tudo, não tenhamos medo das dificuldades nem tão-pouco das perseguições. Já Santo Agostinho notou que, na vida, vamos caminhando entre «as perseguições do mundo e as consolações de Deus». Se as perseguições são grandes, as consolações são (infinitamente) maiores. Ser discípulo de Jesus não é ter uma vida fácil. Mas também não é a facilidade que nos leva à felicidade. E Jesus não nos prometeu a facilidade, mas a felicidade. Ele é a felicidade!


Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

OS «HÁBITOS NA TERRA» E OS «HÁLITOS DO CÉU» OS «HÁBITOS NA TERRA» E OS «HÁLITOS DO CÉU» Reviewed by Francisco Nascimento on 10:38 Rating: 5

Nenhum comentário:

Tecnologia do Blogger.