Uma vida «centrifugada» e não «centripetada»

É por isso que Jesus é apresentado como sacerdote e até como «sumo sacerdote» (Heb 4, 14). Ele não oferece coisas exteriores, oferece-Se a Si mesmo, oferece a própria vida. Como já anteviu Isaías, Ele é o servo que oferece a Sua vida por nós, sofrendo em nosso lugar: Ele tomou sobre Si «as nossas dores» (Is 53, 11).
Jesus nunca foi «a-pático». Jesus foi sempre — e literalmente — «sim-pático», isto é, sofreu por nós, sofreu em nosso lugar. Fez Suas as nossas dores para que nós possamos fazer nosso o Seu amor, o Seu desmedido amor. A existência de Jesus não é «centripetada»; é totalmente «centrifugada». É por isso que Ele é capaz de nos compreender e de Se compadecer de nós (cf. Heb 4, 15).

  1. Procuremos ir, então, cheios de confiança a este «tono da graça» onde alcançamos a «misericórdia» e a ajuda em «tempo oportuno» (cf. Heb 4, 16). Mas nunca esqueçamos que a missão consiste não em fazer o que nós queremos, mas o que Deus quer. A missão também exige conversão. É urgente haver uma conversão à missão e uma conversão na missão.
A missão não existe para que Deus faça o que Lhe pedimos, mas para que nós façamos o que Deus nos pede (cf. Mc 10, 35-44). Estamos dispostos a fazer o que Deus nos pede, o que Deus quer? Uma coisa é certa. Na nossa generosidade, está a nossa felicidade. Quanto maior for a nossa generosidade, maior será a nossa felicidade!


Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.
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