Um Santo no campo de concentração

Recordemos um dos exemplos admiráveis de São Maximiliano Maria Kolbe, o Santo mártir polaco, "louco da Imaculada".

Quando o Santo foi preso, fecharam-no no famigerado cárcere de Varsóvia, o Pawiak. Um dia passou pelo controlo dos prisioneiros um chefe de repartição alemão mais feroz do que qualquer outro. Entrando na cela onde estavam três deportados, ao ver o hábito de frade de São Maximiliano, aquele chefe de repartição enfureceu-se cegamente. Aproximou-se imediatamente de São Maximiliano, agarrou-lhe o crucifixo que lhe pendia do Rosário à cintura e, puxando-o aos safanões, gritou com voz de ódio:

- Mas tu acreditas nisto?

- Acredito, e de que maneira! - respondeu calmo o Santo.

Imediatamente um murro brutal acertou no rosto do Santo. Depois, novamente, por mais duas vezes, a mesma pergunta, a mesma resposta, e as mesmas violentas pancadas. Os companheiros de cela ficavam horrorizados e estremeciam de raiva contra aquele oficial, mas sem poder fazer nada; e quando ele se foi embora, foi o próprio São Maximiliano que procurou acalmar a ira dos seus companheiros, dizendo-lhes: "Deixem lá! Isto não foi nada, é tudo pela Mãezinha."

Pe. Stefano Manelli in 'A Devoção a Nossa Senhora: Vida Mariana na Escola dos Santos', Cidade do Imaculado Coração de Maria, Fátima, 2015
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