Um «quase discípulo» não é um discípulo

  1. Dizem os desportistas que as provas não são como começam, mas como acabam. É nos últimos instantes que se ganha, é nos últimos momentos que se perde. Às vezes — não tão poucas vezes assim —, há quem faça «quase» tudo bem, mas vacile à beira do fim. Não basta ir à frente para chegar em primeiro. Só fica em primeiro quem em primeiro terminar.
Há quem faça «quase» todo o percurso à frente, mas fique para trás quando o fim está à vista. O «quase» não chega. Um «quase» vencedor não é um vencedor. Do mesmo modo, um «quase discípulo» não é um discípulo. Ou somos discípulos a tempo inteiro ou, simplesmente, não somos discípulos.

  1. O que, muitas vezes, nos falta é capacidade para ver que o «quase» não é o mesmo que «tudo». Só Cristo é a luz (cf. Jo 8, 12) que nos faz ver a diferença entre o «quase» e o «tudo». E só Cristo é o caminho (cf. Jo 14, 6) que nos permite vencer a distância entre o «quase» e o «tudo».
O que já temos é importante, mas o que ainda nos falta é que pode ser decisivo. E, tal como sucedeu a este homem que aborda Jesus, o que nos falta não é saber nem fazer; o que nos falta é dar, é darmo-nos.


Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.
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