Não deixemos que o servo se torne (nosso) senhor

O dinheiro devia ser como os automóveis. O dinheiro também nasceu para circular, não para estacionar. Neste caso, o dinheiro deve circular por todos e não estacionar apenas por alguns. Se ele circular, ajudará a todos e não aprisionará ninguém. Não deixemos que o dinheiro seja, como alguém disse, «o grande senhor do século XXI». O dinheiro existe para ser servo. Não deixemos que o servo se torne (nosso) senhor.
O dinheiro deve ser guiado pela justiça e não dominado pelo lucro. Procuremos, então, pôr as pessoas à frente do dinheiro e não pôr o dinheiro à frente das pessoas. E em vez de estabelecermos «salários mínimos», porque não definir «salários máximos»? É bom compensar o mérito, mas a prioridade deve ser atender às necessidades e aos necessitados. O que alguns têm a mais outros têm a menos. O supérfluo de muitos será o essencial para tantos.

  1. Procuremos, então, vencer a última barreira. Também a nós pode faltar uma «última coisa» para pertencermos inteiramente a Jesus. Só que essa última coisa é capaz de ser a mais importante, a mais decisiva. Não tenhamos medo de saltar essa última barreira. Não estamos sós, porém. Contamos com Jesus e em Jesus nada é impossível (cf. Fil 4, 13). Em Jesus, até o impossível se torna possível. A «última coisa» que nos falta não é «ter»; a «última coisa» que nos falta até pode ser «deixar de ter».
Reside aqui a verdadeira sabedoria, aquela que devemos pedir incessantemente a Deus (cf. Sab 7, 7). A verdadeira sabedoria não passa pelo óbvio, mas pelo surpreendente. Deixemo-nos surpreender por Deus e pelo Evangelho do Filho de Deus. Acima de tudo, nunca nos fiquemos pelo «quase». Para Deus, menos que tudo é nada. Afinal, o que dermos será sempre um «mínimo» diante d’Aquele que nos oferece sempre o «máximo»!


Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.
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