Há que criar uma «cultura de missão», não de demissão

Hoje é (mais) uma oportunidade para tomarmos consciência do que somos. Hoje é (mais) uma oportunidade para percebermos que ser cristão é ser missionário. Neste sentido, há que compreender que a oração tem de desaguar na ação. E, concretamente, há que ter presente que a Missa é o começo — e o alimento — da Missão.
Onde está o cristão, aí tem de estar o missionário. Em casa e na rua, no trabalho e no lazer, nada pode ficar à margem da missão. Quem nega que é preciso levar o Evangelho às famílias, ao trabalho, à política, à cultura e ao desporto? A resposta pode não vir de todos, mas a proposta não pode deixar de chegar a todos.

  1. Por conseguinte, é vital criar uma «cultura de missão», pelo que é fundamental vencer — definitivamente — uma «prática de demissão», que teima em persistir, em tolher-nos. Até sabemos o que deve ser feito, mas facilmente nos tranquilizamos sob o pretexto de que não é para nós, de que não temos tempo nem habilitações.
Há quem saiba o que outros devem fazer, esquecendo que o importante é que cada um faça o que deve não se recusando a fazer o que pode. Em tudo — e sempre —, a missão, não a demissão! Jesus quer que sejamos missionários, não demissionários. Todo o cristão traz o nome de «discípulo» e o sobrenome de «missionário». Não é possível ser missionário sem ser discípulo, mas é inteiramente impossível ser discípulo sem ser missionário.


Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.
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