A influência de um Padre nos seus paroquianos

Relato de um viajante que passou por Ars, à época de São João Maria Vianney, o Cura d'Ars: Três homens arrastavam com dois cavalos uma árvore cortada. Chegando a um riacho, o Fontblin, um dos cavalos recuou, pisou em falso e caiu, ferindo-se. Os homens acudiram, tirando o animal da penosa situação. Nenhum dos três deu sinal de cólera, nem proferiram imprecações, nem surraram o pobre animal. Tão grande domínio de si era para mim coisa nunca vista!

O Padre Vianney recomendava aos seus paroquianos o "Abençoai, Senhor" e a acção de graças antes e depois das refeições, e a recitação do Angelus, três vezes ao dia, onde quer que se achassem e sem quaisquer respeitos humanos. Assim que as três badaladas soavam pelo vale e transpunham as pequenas colinas, cessava o trabalho. Os homens descobriam a cabeça. As mulheres juntavam as mãos. 

Todos rezavam as orações prescritas pelo zeloso pároco. Mas tal proceder merecia zombarias dos aldeões vizinhos. Diziam eles: se fordes atrás de vosso cura ele vos converterá em capuchinhos! Mas essas pilhérias em nada abatiam o bom ânimo dos fiéis paroquianos que respondiam: O nosso Cura é um santo e a ele devemos obedecer.

De 1830 a 1845, chegavam diariamente a Ars entre 300 a 400 pessoas. Durante o último ano em que o santo viveu, segundo afirma Francisco Pertinand, o número de peregrinos chegou a 80 mil, contando só os que usavam carro de serviço. O total dos peregrinos chegaria a cento e vinte mil. Nestes tempos, o abnegado e santo pároco permanecia no Confessionário durante 16 a 18 horas por dia.

Francis Trochu in 'O Santo Cura d'Ars'
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