A fé mexe com tudo, até com o bolso

  1. Chegados, uma vez mais, ao Dia Mundial das Missões, era bom que não reduzíssemos tudo a uma esmola. A partilha de dinheiro é indispensável, mas a entrega da vida é muito mais necessária. Aliás, a partilha de dinheiro deve ser sempre inserida no âmbito da entrega da nossa vida. Afinal, se a fé mexe com tudo, é natural que mexa também com o nosso bolso. Uma fé que não nos entrasse no bolso seria autêntica fé?
A fé é, por natureza, invasiva e incendiária. Ela pretende invadir todas as dimensões do nosso ser e incendiar todos os momentos da nossa vida. A fé não admite poupanças. A fé implica gastos. A fé exige que nos gastemos até ao último dia, até à derradeira gota do nosso suor.

  1. A primeira coisa que temos de assumir é a própria missão. Nós não somos apenas destinatários, temos de ser também agentes. Quem é tocado por Cristo é chamado, nesse mesmo instante, a tornar-se anunciador de Cristo.
A missão é para todos: para todas as pessoas, para todos os lugares e para todos os momentos. A missão não é só para os missionários até porque missionários temos de ser todos. Quem não faz missão será cristão? Não. Quem não faz missão não é cristão. A missão é para todos, é para tudo e é para sempre. É o que se infere, aliás, das convocatória da Conferência Episcopal para o Ano da Missão, que começa neste Outubro de 2018 para terminar em Outubro de 2019.


Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.
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