Se houve preferências, que seja pelos simples

Não é mau que os bem-vestidos sejam estimados. Mas é muito mau quando os mal-vestidos são desprezados. Só que, infelizmente, é o que, muitas vezes, se vê. Olhamos para as aparências e valorizamos o aparato. Damos mais atenção à roupa do que à dignidade. Arranjamos os melhores lugares para os grandes e não mostramos o menor apreço pelos pequenos, pelos simples, pelos pobres.
Tudo isto mostra que não falhamos só na cortesia. Tudo isto mostra que, antes de mais, estamos a falhar na vivência do Evangelho. São Tiago pergunta: «Não escolheu Deus os que são pobres aos olhos do mundo para serem ricos na fé e herdeiros do Reino que Ele prometeu àqueles que O amam?» (Tgo 2, 5).

  1. Se alguma preferência houver, que seja para os pequenos, para os simples, para os humildes, para os sofredores. Os preteridos do mundo hão-de ser os preferidos dos cristãos. Mas será isso o que se vê? Tantas são as atenções que damos aos poderosos e tão gritante é a falta de atenção que damos às vítimas dos poderosos!
Sejamos respeitadores para com as autoridades. Mas respeitemos sempre os humildes. Quem está em cima já tem muitas compensações. Já os que estão em baixo não costumam ser reconhecidos. Quem reconhece o trabalho e a dedicação das pessoas simples?


Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.
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