O que mais agrada a Deus

Palavra não pode entrar por um ouvido para sair pelo outro. A Palavra que entra pelos ouvidos almeja transformar a nossa existência. É a isto que se chama conversão, mudança. Esta conversão e esta mudança traduzem-se em gestos concretos nos quais São Tiago tipifica a «religião pura e sem mancha» (Tgo 1, 17). De facto, o que mais agrada a Deus é «visitar os órfãos e as viúvas» e «conservar-se limpo de toda a corrupção do mundo» (Tgo 1, 27).
A vontade de Deus consiste, portanto, em fazer o bem ao nosso semelhante e em não cedermos à maldade que nos ameaça. É preciso perceber que nenhum bem vem do mal. Só o bem faz bem.

  1. No fundo, é esta a lei maior, a que todas as leis devem estar sujeitas. Jesus debate-Se com alguns dos Seus contemporâneos que eram muito ciosos das leis até nas suas minudências mais pormenorizadas. Jesus não é obviamente contra as leis. O que Jesus quer é que o cuidado com estas leis não impeça a atenção que é devida à lei maior: a lei do amor.
De facto, há leis que asfixiam a liberdade das pessoas e há leis que promovem a liberdade das pessoas. Há leis que sufocam e há leis que libertam. A fé não é uma asfixia da liberdade, mas um transbordamento de liberdade.


Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.
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