Não são os lábios que demonstram a nossa fé

  1. Onde há desejo de poder, há inevitavelmente desconfiança. Recorde-se que, pouco tempo antes, os próprios discípulos tinham estado a discutir entre eles sobre qual seria o maior e sobre quem iria ocupar os lugares mais importantes no Reino que, com Jesus, ia nascer (cf. Mc 9,33-37).
Desta vez, eles estão ansiosos e aflitos, porque apareceu alguém de fora do grupo que pretendia atuar em nome de Jesus. Pensavam que esse alguém poderia, num futuro próximo, disputar-lhes os lugares importantes na estrutura do Reino.

  1. É bom que pensemos que, ainda hoje, pode subsistir esta visão sectária e estreita. Não falta quem dê a entender que o seu grupo ou o seu movimento é que está na verdade. Não falta quem pressione os outros, alegando que, fora deles, é só engano e perdição. Não falta até quem insinue que, longe deles, não é possível seguir Jesus. Julgam-se os puros, os eleitos, os únicos. Antes deles, estava tudo errado; fora deles, nada está certo.
Jesus previne-nos e deixa o alerta. Não devemos impedir ninguém de fazer o bem. Onde está o bem, aí está Jesus. E, depois, não basta haver «cristãos de língua». Importante é que todos sejamos «cristãos de vida». É fácil ser «cristãos de língua». É fundamental que sejamos «cristãos de vida». É pela vida — e não pela língua — que mostramos ser cristãos.


Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.
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