A fé tem de ser amorosa

A vivência da fé tem o nome de amor e o sobrenome de caridade. A caridade é o ápice do amor. A caridade é o amor maior, o amor sem limites, nem fronteiras, nem condições. A caridade é o amor para todos, é o amor para sempre.
É por isso que Hans Urs von Balthasar entendia que «só o amor é digno de fé». E se o amor é digno de fé, a fé tem de ser sempre digna do amor. O amor é fidedigno e a fé tem de ser sempre amorosa. Se falta a fé, o amor não cresce. Se falta o amor, a fé desaparece.

  1. São Paulo foi muito claro quando proclamou que a fé atua pela caridade (cf. Gál 5, 6). E São Tiago oferece um exemplo muito concreto. Se a alguém faltar roupa ou alimento, não basta dizer: «Vai em paz, aquece-te e alimenta-te» (Tgo 2, 15-16). Mas aquecer com quê e comer o quê? Se não partilharmos o necessário, de que servem as nossas palavras? (cf. Tgo 2, 16).
O mundo não cresce com os que (apenas) falam; só cresce com os que agem. O bem agir é mais importante que o bem falar. Mas, graças a Deus, ainda há tanta gente que sabe agir, há tanta gente que sabe falar, agindo. Ouçamos os que falam, mas habituemo-nos a imitar os que agem, os que bem agem. Por conseguinte, bem-haja a quem bem age!


Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.
A fé tem de ser amorosa A fé tem de ser amorosa Reviewed by Francisco Nascimento on 05:28 Rating: 5

Nenhum comentário:

Tecnologia do Blogger.