A fé será eloquente se não for apenas loquaz

Os lábios manifestam a fé. Mas o que expressa a fé é a vida, são as ações que praticamos na vida. O ato de fé constitui, por isso, o maior certificado da linguagem da fé. Se a fé não se expressa em atos, então é porque falsamente se expressa nos lábios. Daí que já Santo António tenha avisado: «Cessem as palavras e falem as obras. De palavras estamos cheios, de obras vazios».
As palavras só têm sentido quando são sufragadas pelas obras. As palavras de fé só merecem aceitação quando são apoiadas por obras que nascem da fé.

  1. A palavra da vida é muito mais eloquente do que a palavra dos lábios. Não precisamos de uma fé palavrosa nem basta uma fé loquaz. Do que necessitamos é de uma fé eloquente. E a fé só será eloquente quando a vida mostrar o que os lábios indicam. Não chega alegar que temos fé. Poderá haver quem apresente obras, ainda que não alardeie vistosas proclamações de fé. É possível que alguém nos diga: «Mostra-me a tua fé sem obras que eu, pelas obras, te mostrarei a minha fé» (Tgo 2, 18).
As obras são o melhor discurso da fé. As obras são o mais belo ornamento da fé. Não nos esqueçamos: Deus, um dia, não nos perguntará pela fé que dissemos, mas pela fé que vivemos.


Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.
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