Transformemo-nos em Cristo

A Eucaristia tem uma celebração sacramentale há-de ter sempre uma celebração existencial. Quando termina a Missa, tem de começar a Missão. Somos chamados a transformarmo-nos em Cristo neste mundo para ajudarmos a transformar o mundo em Cristo.
«Comer a carne» e «beber do sangue» de Jesus é ficar em comunhão íntima com Jesus. O discípulo que adere a Jesus identifica-se com Ele e torna-se um com Ele (cf. Jo 6, 56). É aqui que tem raiz o compromisso cristão. Quem «come a carne» e «bebe do sangue» de Jesus tem de se comprometer com o projeto de Jesus: dar vida ao mundo, dar a vida pelo mundo. Do «comer a carne» e do «beber o sangue» de Jesus nasce uma nova humanidade, que vence a morte e vive para sempre (cf. Jo 6, 58). A Eucaristia é, assim, uma forma singularíssima de tornar presente, na vida dos crentes, a vida e o amor de Jesus.

  1. É aqui que se encontra o «senso cristão», que tantas vezes desperdiçamos. O cristão não é chamado a viver segundo o senso comum. São Paulo alerta-nos para a nossa maneira de proceder e diz para não vivermos como «insensatos» (cf. Ef 5, 15). Ao apelar para sermos pessoas de senso, ele está seguramente a exortar para que vivamos segundo o senso de Cristo.
Não basta, pois, qualquer senso nem sequer o consenso. O importante é crescermos todos no senso de Cristo. É no senso de Cristo que aproveitaremos bem os próprios dias maus (cf. Ef 5, 16). Os tempos não ajudam muito, mas Cristo ajuda-nos sempre. E é particularmente nos dias maus que temos de ter uma conduta boa.


Frei Francisco Bezerra do Nascimento
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