Será que queremos um Cristianismo (verdadeiramente) cristão?

Nós, hoje, somos chamados a reproduzir as palavras e os comportamentos de Cristo. E, por isso, temos, como Cristo, de estar preparados para o aplauso e para a contestação. Temos de estar preparados para a discussão e para a rejeição. O discípulo não existe para disputar um qualquer «campeonato da popularidade». O importante não é a popularidade, mas a fidelidade.
O que Jesus nos mostra é que não nos devemos deslumbrar com o aplauso nem deprimir com a contestação. Se adulteramos a mensagem para evitar a contestação e obter o aplauso, não estamos a ser fiéis. Se Jesus quisesse ser aplaudido, é natural que recuasse no Seu discurso. Mas não. Pelo contrário, até os Doze mais próximos são postos à vontade: «Também vós quereis ir embora?» (Jo 6, 67).

  1. Jesus, que veio para dar a vida pela multidão (cf. Mt 20, 28), não tem medo da solidão. O que Ele não troca é a verdade pelos aplausos. Será que, vinte séculos depois, teremos aprendido a lição? Será que estamos dispostos a pensar como Jesus? Aliás, nós somos membros de um corpo de que Ele é a cabeça (cf. 1Cor 12). E é suposto que seja a cabeça a comandar o resto do corpo; não é o resto do corpo que há-de comandar a cabeça.
Eis a opção que está, permanentemente, à nossa frente. Queremos um Cristianismo (verdadeiramente) à medida de Cristo ou contentamo-nos com um Cristianismo (apenas) à nossa maneira? Crer também é optar. Cada um de nós tem de fazer, em cada dia, a sua opção. Afinal, somos aquilo que escolhemos.


Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.
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