Quando o sofrimento está perto, Deus não está longe

  1. Mas tal pedido acaba por revelar também que o profeta deprimido é alguém de quem Deus está próximo. Se Deus está sempre connosco, diria que Ele faz questão de estar ainda mais perto nas horas más, nas horas de provação. De facto, é quando parece que está mais ausente que Ele está efetivamente mais presente.
Quando o sofrimento está perto, Deus não está longe. Já dizia Guerra Junqueiro que «quem fraterniza com a dor, comunga com Deus». No fundo, a Primeira Leitura não apresenta só o drama do profeta Elias. Apresenta também — e bastante — a presença de Deus junto dele.

  1. Deus sinaliza a Sua solicitude oferecendo a Elias «pão cozido sobre pedras quentes e uma bilha de água» (1Re 19, 6). É a certeza de que o profeta não está abandonado por Deus, mesmo quando é incompreendido e perseguido pelos homens. Isto significa que Deus está ao lado daqueles que chama. Dá-lhes alimento — e alento — para serem fiéis à missão, sobretudo em ambientes de adversidade e incerteza. Deus é a presença certa na hora incerta.
Deus não Se resigna ao desânimo. Deus reanima o desanimado.
É por isso que o profeta se levanta e caminha, durante «quarenta dias e quarenta noites até ao monte de Deus, o Horeb» (1Re 19, 8).


Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.
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