Embriaguemo-nos, mas não com vinho

São Paulo apela: «Não vos embriagueis com vinho, que leva à vida desregrada, mas deixai-vos encher do Espírito» (Ef 5, 18). Não nos embriaguemos com vinho. Embriaguemo-nos, antes, com o Espírito, que nos infunde a vida de Deus.
São Paulo faz um convite à oração, ao louvor e à acção de graças ao Senhor. Não tenhamos medo de pedir, mas também não nos esqueçamos de agradecer. A oração é importante para tudo: para pedir e para agradecer. Há tanto para pedir sem dúvida. Mas há muito mais para agradecer.

  1. Quando sabemos agradecer os dons de Deus estamos no caminho da sabedoria, de que nos fala a Primeira Leitura. Ela surge-nos hipostasiada sob a forma de uma dona de casa, que convida para o banquete. Não descura nada: constrói uma «casa» com «sete colunas» (Prov 9, 1), pois o número sete é o número da plenitude, da perfeição. Prepara comida com abundância e põe a mesa (cf. Prov 9, 2). Depois, envia criadas para que levem a toda a cidade o convite para participar na festa (cf. Prov 9, 3).
Quem são os destinatários do convite feito pela «senhora Sabedoria»? São os «simples», os chamados «inexperientes» e «insensatos» (cf. Prov 4-6). Não é preciso ser muito dotado para chegar a Deus. É o próprio Deus que nos dota. O importante é estar aberto. E os simples, porque estão vazios de si, costumam mostrar uma abertura maior. Sejamos sempre simples e estejamos sempre atentos. O convite de Jesus não demora a chegar!


Frei Francisco Bezerra do Nascimento
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