NUNCA RECUAR NEM RECUSAR


Deus nunca cessa de enviar. Não são as dificuldades que O fazem recuar. Em nome de Deus, não podemos recuar nem recusar.

Deus não nos pedirá conta do que conseguimos, mas do que tentamos. Deus não é resultadista. Ele valoriza sobretudo o esforço, a dedicação e a persistência. Ele quer-nos ter perto, para chegar longe.

São Paulo, como ouvimos na Segunda Leitura, também tem consciência das dificuldades que encontra e das suas limitações. Ele sabe que a missão não é obra sua, mas iniciativa de Deus. Por isso, não cede à tentação do triunfalismo.

Ele tem cuidado «para não se encher de orgulho» (2 Cor 12, 1). O orgulho pode obscurecer a virtude. De facto, há pessoas virtuosas que se tornam muito orgulhosas. O orgulho faz-lhes presumir que a virtude se deve a si e não a Deus. Daí que São Paulo tenha noção de que tudo deve a Deus, que lhe disse: «Basta-te a Minha graça, pois é na fraqueza que a Minha força atua plenamente» (2 Cor 12, 9). É, por conseguinte, nas fraquezas que Paulo põe toda a sua glória. A fraqueza é uma espécie de passaporte para a manifestação da força de Deus (cf. 2 Cor 12, 9).


Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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