FORÇA, NA PRÓPRIA FRAQUEZA


Não é por masoquismo que o Apóstolo sente «prazer nas fraquezas, nas afrontas, nas adversidades, nas perseguições e nas angústias» (2 Cor 12, 10). Ele está disposto a sofrer tudo isso por causa de Cristo. É por isso que o sofrer se transforma em prazer. Cristo é a força que até na fraqueza se manifesta. «Quando me sinto fraco, então é que sou forte» (2 Cor 12, 10).

Frequentemente, estamos à espera de condições favoráveis para agir. Sucede que, enquanto esperamos o óptimo, deixamos de fazer o bom. Por outro lado, também podemos criar a ilusão de que, por nós, conseguimos tudo. Julgamo-nos invencíveis. Deus não nos requer receosos nem convencidos. Ele quer que avancemos mesmo sabendo-nos fracos, porque a força é d’Ele. Ele quer que nos disponibilizemos, mas que não atuemos em nosso nome: só — e sempre — em nome d’Ele.

O que a Liturgia deste Domingo revela é que Deus chama, continuamente, pessoas para serem testemunhas da Sua proposta de salvação. Não importa que essas pessoas sejam frágeis ou limitadas: a força de Deus revela-se precisamente — e até mais intensamente — através da fraqueza e da fragilidade desses instrumentos humanos que Deus escolhe.
A Primeira Leitura, ao apresentar a vocação de Ezequiel, torna bem claro que a iniciativa é de Deus. Também esclarece que excepcional é a missão. Os que participam na missão são pessoas normais. Daí a designação de «filho de homem».

Na Segunda Leitura, São Paulo assegura aos cristãos que Deus atua através de instrumentos débeis, finitos e limitados. Se foi assim no passado, como não há-de continuar a ser assim no presente? O importante é que não nos recusemos nem recuemos. Como terá dito Albert Einstein, «Deus não escolhe os capazes, mas capacita os escolhidos». O fundamental é que nos entreguemos a Ele, é que nos deixemos conduzir por Ele!


Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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