Deus não faz «cortes», só quer que cortemos com o egoísmo

  1. Esta partilha do que se possui sinaliza que, em rigor, o verdadeiro proprietário de tudo é Deus. Ao «dar graças» sobre os pães e os peixes (cf. Jo 6, 11), Jesus mostra que os bens são dons que vêm de Deus. Ele é o único Senhor. O que Ele nos entrega não entrega só a nós. O que Ele nos entrega é para chegar a todos. Se tudo recebemos de graça, também é de graça que tudo devemos distribuir. Daí que a solução não seja comprar nem vender, mas oferecer e repartir.
Jesus manda recolher o que sobra (cf. Jo 6, 12), o que torna claro que os dons de Deus são abundantes. Deus não é «austeritário», mas abundantemente solidário. Deus não faz «cortes». Deus só quer que cortemos com o egoísmo e com o calculismo.

  1. Não desperdicemos nada (cf. Jo 6, 12). Que não se perca nenhum pão, que não se perca nenhum peixe e que não se perca sobretudo a disponibilidade para distribuir o pão e o peixe. O que não se pode jamais perder é o amor, a generosidade e a partilha. Se soubermos repartir o que recebemos de Deus, não haverá fome na humanidade.
É isso o que falta. É isso o que urge. É preciso aprender com Jesus. Ele não aceita que O façam rei (cf. Jo 6, 15) porque não veio para ser servido, mas para servir (cf. Mt 20, 28). O importante não é o poder, mas o serviço. É este mundo novo que não pode ser adiado. Jesus conta connosco para que esse mundo novo possa começar quanto antes. Se possível, agora!


Frei Francisco Bezerra do Nascimento
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