É NA TERRA QUE (TAMBÉM) ESTÁ DEUS


O Evangelho deste Domingo diz-nos, com recurso a parábolas, que o Reino de Deus é pequeno, lento, surpreendente e fecundo. É pequeno nos seus começos. É lento no seu crescimento. É surpreendente aos nossos olhos, germinando sem sabermos como (cf. Mc 4, 27). E é fecundo nos seus frutos.

Importa, desde logo, notar como Jesus acentua a proximidade: «O Reino de Deus é como um homem que lançou a semente à terra» (Mc 4, 26). Ou seja, devemos olhar ao mesmo tempo para o alto (cf. Col 3, 1) e para o baixo: aquele que está nas alturas encontra-se também metido nas profundezas. Jesus trouxe o Céu para a Terra, a Eternidade para o Tempo.

Não foi por acaso que Arnold Toynbee olhava para o mundo como «uma província do Reino de Deus». Não é saindo do mundo que encontramos Deus. Encontramos Deus, trabalhando no mundo. O encontro com o mundo conduzir-nos-á ao encontro com Deus no mundo.

Razão tinha, pois, Edward Schillebeeckx quando escreveu que «fora do mundo, não há salvação». A história da salvação, como percebeu Karl Rahner, acontece na história do mundo. Deus não está só no Céu, à nossa espera. Deus vem também à terra, ao nosso encontro. Em Jesus Cristo, Deus como que «aterra» no mundo e como que Se «enterra» na vida de cada pessoa que há no mundo.


Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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