AFINAL, SOMOS TODOS INSUFICIENTES


Tenhamos presente o que disse Jesus a este homem: «Estende a mão» (Mc 3, 5). Eis o que falta, eis o que urge. É preciso estender a mão. Como aconteceu a este homem, só ficamos curados quando estendemos as mãos. Precisamos de estender mais as mãos. As nossas mãos ainda estão muito contraídas porque o nosso coração ainda se mantém muito fechado.

Habituemo-nos, então, a estender as mãos: em atitude de súplica, em atitude de louvor, em atitude de solidariedade, em atitude de comunhão. Todos os dias são bons para estender as mãos. Quem estende as mãos para Deus acabará por estender as mãos para os irmãos.

Este gesto de estender as mãos permite-nos perceber que, sozinhos, não somos nada. As mãos estendidas mostram como estão entrelaçadas as nossas vidas.

Não nos sintamos diminuídos com a interdependência. Os outros fazem parte de nós e nós fazemos parte dos outros. Todos pertencemos a todos e, antes de mais, a Deus. Não nos vangloriemos de uma auto-suficiência que não temos. Tomar consciência da nossa radical insuficiência até pode ser um ato de inteligência. É que quando nos abrimos aos outros e a Deus somos mais, somos melhores, somos diferentes. Assim sendo, nunca faltemos à Eucaristia. E a todos estendamos as mãos, em cada dia!


Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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