HÁ TANTO DE DEUS NO AMOR DE MÃE


Deus é Pai, é o Pai que nos ama com um amor de Mãe. Ao Pai agradeçamos sempre o dom da nossa Mãe. Não foi, aliás, a nossa Mãe a primeira a falar-nos de Deus Pai? Olhemos para a nossa Mãe e vejamos como é imenso o amor de Deus Pai. O amor materno é um amor divino, é um amor que vem de Deus.

Almeida Garrett assim o notou quando escreveu: «O mais puro do fogo dos céus» ateia na Mãe «essa chama de luz cristalina:/ é a luz divina/Que nunca mudou,/É luz... é a Beleza/Em toda a pureza/Que Deus criou».Há, na verdade, tanto de Deus no amor da Mãe. Como bem percebeu Carlos Drummond de Andrade, «Mãe não tem limite,/é tempo sem hora,/luz que não apaga/quando sopra o vento/e a chuva desaba,/veludo escondido/na pele enrugada».


Se não há nada mais belo do que ser mãe, não há coisa mais gratificante do que ter mãe. Nem todos podem ser mãe, mas todos deveriam saber o que significa ter mãe. É por tal motivo que o mais triste é perder a mãe. Só que a mãe nunca se perde. Nem a morte faz perder a mãe. Aqui, no tempo, ou além, na eternidade, mãe nunca deixa de ser mãe!
Mãe é amor que nunca passa, mesmo depois de tudo passar. É ao amor da Mãe que se regressa quando todas as promessas de amor cessam. O amor de Mãe é o amor da vida, é o amor para a vida. Razão tem quem escreveu aquele epitáfio que se encontra, em forma de verso, no cemitério da minha terra natal: «Minha Mãe era uma santa/por quem sempre rezarei/pois amor igual ao dela/ nunca mais encontrarei»! Mãe! Não estraguemos obra tão bela e, até ao fim, mostremos o nosso amor por ela!


Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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