NÃO PERDER NENHUM DIA


É na refeição que Jesus explica o que, para os discípulos, era inexplicável. Jesus é o cumprimento de quanto estava prometido. Na Sua vida está inscrito o que nas Escrituras aparecia escrito. O que falta, então? Falta que continuemos a pregar, em nome de Jesus, «o arrependimento e o perdão dos pecados a todas as nações» (Lc 24, 47).
E é assim que, após a Ressurreição, Jesus retoma o que havia dito no início da Sua missão: «Convertei-vos e acreditai no Evangelho» (Mc 1, 15). Eis o núcleo da missão: o apelo à conversão, à mudança, à transformação.

Os primeiros discípulos foram testemunhas de tudo isto (cf. Lc 24, 48). Nós somos convidados a ser testemunhas de tudo isto. É pelo testemunho todo o cristão que Jesus continuará a fazer arder cada coração. Assim sendo, só no fim é que poderemos descansar.
A este propósito e como refere D. António Couto, refira-se que, em Emaús, há uma igreja com um belo e significativo poema, que reza assim: «Todos os dias/ Te encontramos/ no caminho./ Mas muitos reconhecer-Te-ão/ apenas/ quando/ repartires conosco/ o Teu pão./ Quem sabe?/ Talvez/ no último entardecer». Vamos, então, partir em missão. Nenhum dia se pode perder até que chegue esse «último entardecer»!


Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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