DECADÊNCIA DE UM PADRE


Hoje mas do que nunca o que vimos é o desprezo do que é Sagrado pelos próprios ‘Padres’ que deixaram o zelo da Casa do Senhor por administração de Igreja, pastorais e movimentos (...), mas, que não são capazes de fazer uma visita aos doentes nos hospitais, aos presos nos presídios, nem os pobres que participam da vida da própria Comunidade Paroquial.

O que vemos hoje é padre professor, psicólogo, enfermeiro etc., mas padre Padre está faltando para nossa realidade de Igreja. O que dizer senão uma decadência de uma vocação frustrada que vemos no dia de hoje. E por falar de vocação, quantas vezes não trabalhamos as santas vocações desde o inicio do chamado a vida em Cristo...

Sem deixar de falar nos desleixos da Liturgia. Muito me estranha a vivencia de tantas pessoas com sofrimentos que parece-me que não passa mais. Derramam suas lagrimas sem consolação; gritam por socorro, mas, parece que não chega e não está perto este socorro. Hoje um jovem me dizia: de fato o inferno existe e eu tenho experimentando com muita dor e sofrimento, pois me parece que o infortúnio, o descaso, lamentação, nada além de não ter mais esperança na caminhada. Que vejo: corrupção, inveja, sodomia, desvalorização do sagrado (...). Onde passamos escutamos gritos de desespero (alegria do mundo), festas (profanas), liberdade (escravidão de vícios). Abandono dos costumes e das riquezas da alma.

Isso que nos mostra é que vemos: padre administrador, menos padre do altar; padre preocupado com a economia da Igreja, menos com a salvação das almas; padre preocupado nas reformas da Igreja, menos na edificação da santidade dos fiéis a ele confiados; padre preocupado com as taxas da Diocese, menos com a entrega dos fiéis à Deus; padre preocupado em ter amigos ricos, menos os pobres que mantem os movimentos e pastorais da Igreja. Sem falar nas preocupações com o corpo, mas não com a alma de si mesmo...

Resta-nos rezar e ver que temos a beleza do sacerdócio, a santidade de tantos padres que oram a Deus pela salvação das almas e que mesmo assim, ter zelo pelo altar é ser muitas vezes rejeitado pelo próprio presbitério que não ama e não zela pela santa comunhão com Cristo...

Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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