AS NOVIDADES TRANSMITEM-SE A CORRER


A manhã da Ressurreição foi uma manhã de agitação. A manhã daquele dia foi uma manhã de correria. Maria Madalena corre até junto de Pedro e do Discípulo Amado para lhes dizer que tinham tirado a pedra do túmulo (cf. Jo 20, 2). Por sua vez, Pedro e o Discípulo Amado também correm para conferir o que, efetivamente, se tinha passado no túmulo (cf. Jo 20, 4). Quando souberam que Jesus tinha ressuscitado, Maria Madalena e a «outra Maria» foram igualmente a correr dar a notícia aos discípulos (cf. Mt 28, 8).

Compreende-se que assim tenha sido. Compreende-se que tenha havido toda esta «correria pascal». As novidades transmitem-se a correr. E tudo era novo naquela manhã. São João tem o cuidado de anotar que aquele era não um «outro dia», mas o «primeiro dia» (cf. Jo 20, 1). Tratava-se do «primeiro dia» não de uma nova semana, mas de uma nova vida.

À semelhança do que aconteceu na primeira criação (cf. Gén 1, 3-5), também a primeira obra de Deus na nova criação é a luz. Segundo o relato do Livro do Gênesis, a terra no início estava escura (cf. Gén 1, 2). Também agora e apesar de já ser manhã — altura em que já costuma haver alguma luz —, «ainda estava escuro» (Jo 20, 1).

Só que onde estava escuro não era no exterior; era no interior. Era dentro de Maria Madalena — e de todos os outros — que persistia a escuridão.

Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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