A RESSURREIÇÃO NÃO É UM AFASTAMENTO; É UMA NOVA PRESENÇA


As sucessivas aparições mostram, antes de mais, que nem a morte impede a presença de Jesus entre os Seus discípulos. Esta, no fundo, é a vontade de Jesus: ficar sempre conosco. Não admira que, ao primeiro impacto, os discípulos não O tenham identificado. Afinal, estavam perante um corpo ressuscitado. Era o mesmo, mas estava diferente. A Ressurreição é, toda ela, um mistério de transformação.

Jesus pede aos discípulos que olhem para Ele e O toquem (cf. Lc 24, 39). Jesus é o Deus que toca e o Deus que Se deixa tocar. Hoje, podemos continuar a tocar Jesus na Sua Palavra, no Seu Pão e em cada Irmão que encontramos na missão. Não tenhamos medo de tocar Jesus. Não sejamos frios na missão. A todos levemos o calor que Jesus faz arder no nosso coração.

Apesar de ressuscitado, Jesus não está ausente nem sequer distante, longe do mundo em que os discípulos continuam a caminhar. A Ressurreição não é um afastamento; é uma nova presença. Jesus continua, pelo tempo fora, a sentar-Se à mesa com os discípulos. Com eles continua a estabelecer laços de comunhão, partilhando os seus sonhos, as suas lutas, as suas esperanças, as suas dificuldades, os seus sofrimentos.

Naquela noite, Jesus pede «alguma coisa para comer» (Lc 24, 41). Em cada dia, é Jesus quem Se nos dá a comer. Jesus é — para todo o sempre — o nosso alento e alimento.


Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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