SER BATIZADO É SER ILUMINADO


O banho baptismal nos começos também era chamado «iluminação». E, no processo da preparação para o Batismo, a terceira etapa é chamada «etapa de purificação ou iluminação».
De facto, ser batizado é ser «iluminado». Os batizados são «iluminados» («photismoi») não por uma luz própria, mas pela luz de Cristo. Quando, depois da celebração do Batismo, recaímos nas trevas, temos sempre novas oportunidades de nos reaproximar da luz. O Sacramento da Reconciliação devolve-nos a luz quando dela nos afastamos pelo pecado.

É por tudo isto que a Quaresma é um tempo sério, mas não é um tempo triste. Como pode haver tristeza num tempo destes? É precisamente para nos lembrar a alegria da Quaresma que a liturgia deste Domingo tem uma tonalidade especial. Até é permitido usar o paramento cor-de-rosa. Aliás, houve uma altura em que este era conhecido como o «Domingo das Rosas», pois, na antiguidade, os cristãos costumavam oferecer rosas uns aos outros. Mais tarde, no século X surgiu o costume da «Bênção da Rosa».
O Santo Padre, no IV Domingo da Quaresma, ia à Basílica de Santa Cruz de Jerusalém, levando na mão esquerda uma rosa de ouro que significava a alegria pela proximidade da Páscoa. A antífona de entrada, que o Missal hoje propõe, reforça este sentimento sem lugar a dúvidas: «Alegra-te, Jerusalém! Reuni-vos, vós todos que a amais; vós que estais tristes, exultai de alegria! Saciai-vos com a abundância das suas consolações» (Is 66, 10-11).

Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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