EVANGELHO SÓ HÁ UM, O DE CRISTO E MAIS NENHUM


Os cristãos da primeira hora sentiam bem a urgência de levar Cristo e de trazer para Cristo. Evangelizar é sempre isto e apenas isto: anunciar Jesus Cristo. Ele é o Evangelho vivo, o Evangelho em forma de vida. Daí que São Paulo clamasse: «Ai de mim, se não evangelizar» (1Cor 9, 16).
Para ele, não fazia sentido existir fora do Evangelho de Cristo. Anunciar o Evangelho não era, para São Paulo, um «título de glória», mas «uma obrigação» (1Cor 9, 16). Não se tratava de uma atividade facultativa, mas de um imperativo, do maior imperativo.

4. Ele sabia que a iniciativa não era dele. Se anunciasse o Evangelho por sua iniciativa, até poderia esperar alguma recompensa. Mas evangelizar era um «encargo que lhe foi confiado» (1Cor 9, 17). Aliás, São Paulo sempre se considerou apóstolo não por iniciativa humana, mas por iniciativa de Jesus Cristo e do próprio Pai (cf. Gál 1, 1).
É neste sentido que o evangelizador não pode alterar o Evangelho. Não é o evangelizador que inventa o Evangelho; o evangelizador recebe o Evangelho. Ele é servo do Evangelho, não dono do Evangelho. São Paulo sabia muito bem que «não há outro Evangelho». Evangelho só há um: o «Evangelho de Cristo» (Gál 1, 7) e mais nenhum. É este Evangelho — e não nenhum outro — que somos chamados a viver e a testemunhar.


Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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