A CONFISSÃO É UMA CURA, NÃO UMA TORTURA


Mas se o pecado é grande, a graça que vence o pecado é muito maior. Se o assédio do pecado é contínuo, a presença da graça é ainda mais constante. Não existe, portanto, uma simetria entre graça e pecado. Como bem notou S. Paulo, «onde abundou o pecado, superabundou a graça» (Rom 5, 20).
A Confissão é, para usar uma expressão da Liturgia, uma «segunda tábua de salvação depois do Baptismo». Com muita propriedade, os escritores cristãos antigos chamavam-lhe «Baptismo laborioso». A Confissão devolve a graça que o Baptismo nos oferece e que o pecado obscurece. Não há, pois, que ter medo da Confissão.

Quem diz que não peca está a dizer que não se conhece. Se até «o justo cai sete vezes ao dia» (Prov 24, 16), quem somos nós para não cairmos? Acontece que a santidade não consiste só em não cair. A santidade consiste também — e bastante — em levantarmo-nos depois de cair. É Jesus quem, na Confissão, nos estende a Sua mão (cf. Mt 14, 31). É Jesus quem, na Confissão, nos toca e nos levanta (cf. Mc 1, 31).
Ele está em condições únicas para nos curar do pecado, pois até Ele foi tentado (cf. Mc 1, 13). Só em Jesus conseguiremos não cair na tentação. Só em Jesus seremos capazes de nos erguer na tentação nos deixarmos abater. Nunca nos esqueçamos. A Confissão é uma cura, não uma tortura, é uma cura. É por tal motivo que, enquanto tempo penitencial, a Quaresma é habitada por uma persistente alegria: pela alegria de quem se sente curado, libertado amado e salvo.


Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

A CONFISSÃO É UMA CURA, NÃO UMA TORTURA A CONFISSÃO É UMA CURA, NÃO UMA TORTURA Reviewed by Francisco Nascimento on 02:00 Rating: 5

Nenhum comentário:

Tecnologia do Blogger.