NOVAS NÃO ERAM AS PALAVRAS; NOVA ERA A VIDA


A sinagoga, que significa «assembleia reunida», é o lugar de encontro por excelência da comunidade judaica. Aqui se fazia a profissão de fé (cf. Deut 6, 4-9). Aqui se proclamavam os textos da Lei e dos Profetas. Vinha, depois, a explicação dos textos, uma espécie de homilia). Seguiam-se as bênçãos. Como qualquer israelita cumpridor da Lei, Jesus frequentava a sinagoga. Foi na sinagoga que Jesus deu início à Sua missão e foi na sinagoga que ensinou muitas vezes. Aliás, os apóstolos farão o mesmo mais tarde (cf. Act 13, 14-44).
Desta forma, Jesus leva o novo ao antigo. Ele é o novo que renova o antigo. Como refere o Apocalipse, Jesus é aquele que faz novas todas as coisas (cf. Ap 21,5). Não ignora — nem subestima — o antigo. Pelo contrário, Jesus vai ao encontro do antigo para o renovar, para o completar, para o levar à plenitude.

Toda a gente ficou encantada com Jesus. As pessoas maravilhavam-se com a Sua doutrina (cf. Mc 1, 22), que consideravam «nova» (cf. Mc 1, 27). Mas qual era a novidade de Jesus? A Sua novidade não estava tanto no que dizia; estava sobretudo no modo como dizia e agia. Como notou Walter Kasper, o que era novo em Jesus era, acima de tudo, «a Sua conduta», isto é, a Sua vida.
Jesus preocupou-Se sempre mais com o porte do que com a pose, mais com a verdade do que com a mera aparência. São Marcos não se esquece de vincar que «Jesus ensinava como quem tem autoridade» (Mc 1, 22), em total contraste com os doutores da Lei. Estes eram mestres, mas sem dar testemunho. E, já naquele tempo, a humanidade (como notou Paulo VI) seguia mais as testemunhas que os mestres.


Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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