TANTA TRISTEZA NA BELEZA, TANTA BELEZA NA TRISTEZA

Termino com o meu poema preferido sobre Nossa Senhora. Foi composto por Antero de Quental. Era um espírito inquieto, mas que sempre soube encontrar a bússola certa para os seus caminhos incertos. É um texto sentido, um texto sofrido. É um texto que fala da Mãe, do Seu amor e da Sua dor, da Sua tristeza e da Sua beleza.
De facto, tanto amor há na dor e tanta dor há no amor; tanta tristeza há na beleza e tanta beleza há na tristeza.

Eis o poema:
«Num sonho todo feito de incerteza,
De noturna e indizível ansiedade
É que eu vi o teu olhar de piedade
E (mais que piedade) de tristeza.

Não era o vulgar brilho da beleza,
Nem o ardor banal da mocidade.
Era outra luz, era outra suavidade,
Que até nem sei se as há na Natureza.

Um místico sofrer... uma ventura
Feita só de perdão, só da ternura
E da paz da nossa hora derradeira.

Ó visão, visão triste e piedosa!
Fita-me assim calada, assim chorosa.
E deixa-me sonhar a vida inteira!»

Maria é a estrela do Advento. É Ela, afinal, que nos embala até ao Natal. É Ela que nos oferece o Natal. Foi o Seu amor profundo que trouxe o Filho de Deus até ao nosso mundo!



Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.
TANTA TRISTEZA NA BELEZA, TANTA BELEZA NA TRISTEZA TANTA TRISTEZA NA BELEZA, TANTA BELEZA NA TRISTEZA Reviewed by Francisco Nascimento on 15:29 Rating: 5

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