NO ADVENTO, PERCEBEMOS QUE ESTAMOS SEMPRE EM ADVENTO

O nosso problema é que não estamos atentos. O nosso mal é que teimamos em permanecer distraídos. Já dizia Pedro Paixão que «pecado é distrair-se do fundamental».
Daí que o texto que acabamos de escutar nos previna quanto à importância da vigilância. É preciso vigiar para que à presença de Deus não corresponda a nossa ausência. Não estamos vigilantes para controlar ninguém, mas acolher a presença de Alguém: de Alguém que virá, de Alguém que está sempre a vir.

Eis, então, o nosso programa para o Advento: vigiar e estar atento. Não é por acaso que o Evangelho deste dia liga a atenção à vigilância. É de uma forma muito enfática que nos é feito o apelo: «Estai atentos», «vigiai» (Mc 13,33-37). Curiosamente, o verbo «vigiar» surge quatro vezes neste texto e a locução «estai atentos» aparece também por quatro vezes ao longo deste capítulo 13 do Evangelho de São Marcos.
Vigiar é estar atento: é estar atento ao essencial, ao verdadeiramente importante. Não nos prendamos, pois, às ambições, aos luxos, às riquezas, ao poder nem às ilusórias seguranças. É tudo isso que, muitas vezes, nos traz sonolentos e adormecidos. Jesus adverte-nos para que não nos deixemos adormecer (cf. Mc 13, 36), até Deus porque vem de surpresa. Aliás, Deus é «a» surpresa!


Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

You Might Also Like

0 comentários

Mapa De Visitante