NÃO FAÇAMOS DO NATAL UM MINI-CARNAVAL

O Advento é também — e bastante — um tempo favorável à conversão. Assim sendo, aproveitemos este tempo para a reconciliação sacramental, para o sacramento da Confissão. No fundo, trata-se de preparar a nossa casa para que ela possa ser casa para Deus e casa para os outros. Em Jesus, Deus converte-Se a nós. Porque não, no mesmo Jesus, convertermo-nos a Deus?
Já agora, não esqueçamos que o Advento, apesar de não ser propriamente um tempo penitencial (como é a Quaresma), pode — e deve — ser vivido penitencialmente. Ou seja, no Advento pode — e deve — haver lugar para o Sacramento da Penitência e para outras práticas penitenciais. Já houve uma época em que o Advento era um tempo de jejum e abstinência. Durava seis semanas começando pelo São Martinho. Daí que o Advento também fosse conhecido como a «Quaresma de São Martinho». Atualmente, embora não haja dias de jejum, o Advento deve ser marcado por uma certa contenção no comer, no beber, no divertir e no gastar.

Não façamos do Natal um mini-Carnaval. Não esqueçamos que é a simplicidade que melhor combina com a humildade de Belém. Não é com ostentação que dignificamos a celebração do nascimento de Jesus. Procuremos partilhar com quem não tem que gastar. E não deixemos de repartir com quem não tem com que se cobrir. Demos algum tempo e abramos o coração a quem (sobretudo nesta altura) vive na solidão. Nunca esqueçamos que o melhor presente é o presente da presença. O próprio Jesus é o melhor presente que Deus ofereceu à humanidade. E é o mais belo presente que a humanidade pode oferecer a Deus.
É na Eucaristia que Jesus vem até nós hoje. É na Eucaristia que Jesus renasce para nós sempre. O altar é o grande presépio. A divina consoada já está preparada. Não recusemos o convite de Jesus. Ele está sempre à nossa espera!


Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

You Might Also Like

0 comentários

Mapa De Visitante