NÃO EVOCAMOS EPISODICAMENTE UM AUSENTE; CELEBRAMOS CONTINUAMENTE UMA PRESENÇA

Mas, no fundo, podemos falar de três Adventos: além da primeira e da última vinda de Jesus, temos a permanente vinda de Jesus. É, por assim dizer, o terceiro Advento. A esta luz, podemos dizer que nem só no Advento é Advento. Advento é vinda e Cristo está sempre a vir. Também podemos dizer nem só no Natal é Natal. Natal é nascimento e Cristo está sempre a (re)nascer em nós.
Que seja, pois, Advento para lá do Advento e que seja Natal para lá do Natal. Que seja sempre Advento e que seja sempre Natal. Mas, já agora, que seja Advento também no Advento e que possa ser Natal também no Natal.

Nós não evocamos episodicamente um ausente; nós celebramos continuamente uma presença. E, hoje, Jesus não está menos vivo do que esteve há dois mil anos. Hoje, Jesus continua a estar vivo: na Palavra e no Pão, na oração e na missão. Hoje, Jesus continua a estar vivo em todo o ser humano especialmente nos pobres, nos humildes, nos mais pequenos (cf. Mt 25, 40).
Quando apareceu no mundo, Jesus surgiu como uma criança pequena e, quando cresceu, continuou a identificar-Se com os mais pequenos.


Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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