NÃO É A EUFORIA QUE NOS TRAZ A ALEGRIA

Hoje é o Domingo da Alegria. E até o celebrante se (re)veste de rosa para assinalar época tão gozosa. É tempo de alegria no meio de toda esta aragem fria. É tempo de alegria porque Deus nos «aquece» quando do Céu à Terra desce.
Alegremo-nos, pois, mesmo (ou sobretudo) quando a tristeza nos visita e o desalento nos possui. A alegria é terapia que nos rejuvenesce nos piores momentos. Não há só alegria quando o rosto sorri. Até pode chover alegria quando as lágrimas pelo rosto (es)correm. Na vida, a alegria mais bela é quando Deus está nela. Deixemos entrar na nossa alma e, mesmo na tempestade, não perderemos a paz. Nem a calma.

Hoje em dia, há um grande défice de alegria. Recorremos à euforia para compensar a ausência de alegria. Mas não é a euforia que nos traz a alegria. O que a euforia consegue é, por uns momentos, esconder a tristeza que nos invade. Basta ouvir espantosa voz de Ana Moura no seu — e nosso — «(des)fado»: «Ai que tristeza, esta minha alegria. Ai que alegria, esta tão grande tristeza».
Na verdade, aquilo a que, quase sempre, chamamos «alegria» não passa da euforia que encobre — e tenta esconder — uma avassaladora tristeza. A verdadeira — e única — alegria é aquela que vem com Deus. É Deus que verdadeiramente nos alegra, a nós, filhos Seus. E que bela é a alegria de, em cada momento, poder celebrar o divino nascimento!


Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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