MESMO NA SOLIDÃO, DEUS PLANTARÁ SEMPRE ALEGRIA NO NOSSO CORAÇÃO

A palavra de João foi sempre cortante: «Eu não sou o Messias» (Jo 1, 20). João era a voz de quem «clama no deserto» (Jo 1, 23). Ele diz «voz» e não «palavra», porque a Palavra não é João; é Jesus. João estava ao serviço do Messias que havia de vir (cf. Jo 1, 27). E o importante, para João, é que o Messias cresça, mesmo que ele diminua (cf. Jo 3, 30). A sua humildade nasce da sua coragem.
João é, todo ele, um programa: desde o seu nome até à sua vida. João significa «Deus faz graça» e não há dúvida de que ele se comportou sempre como um agraciado enviado de Deus, como diz o quarto Evangelho: «Apareceu um homem enviado por Deus, chamado João» (Jo 1,6). Faz, pois, sentido com esta grande figura estar em sintonia no Domingo da alegria. Só há alegria quando há seriedade, quando há autenticidade, quando há verdade.

Alegremo-nos, então, à maneira de João. E, com João, enchamo-nos de luz para receber Jesus. Ele já está no meio de nós. Já saboreamos a Sua paz. Vós, sobretudo os que sentis o coração dilacerado pela tristeza, tende a certeza de que Ele enche a vossa vida de beleza. Deixai que vossas lágrimas escorram. Mas não deixeis que as vossas alegrias morram. Basta saber que Deus está no meio de nós para que nunca nos sintamos sós. E, mesmo na solidão, Deus plantará sempre alegria no nosso coração.
Tenhamos isto presente e digamo-lo a toda a gente: «Onde mais alegria, há mais seriedade. Onde há mais seriedade, há mais alegria». A alegria não é a euforia de uma noite divertida. A alegria vem pela seriedade de uma vida limpa, ainda que sofrida. A alegria da seriedade e a seriedade da alegria são os mais belos ornamentos para o nosso contínuo Advento. E para o nosso eterno Natal!


Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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