JESUS VEM NÃO PARA QUE TUDO FIQUE IGUAL, MAS PARA QUE ACONTEÇA A RENOVAÇÃO TOTAL

Vamos continuar na mesma? Vamos resistir à mudança? Vamos continuar a adiar a esperança? Tudo começa a ser novo quando Deus vem para o meio do Seu povo. E, no entanto, muitas são as vezes em que nos sentimos gastos e desgastados, calcados e cansados. Já nem ao futuro damos oportunidade de ser futuro. Nem sequer a esperança parece escapar. A própria esperança apresenta-se recessiva, à beira da falência.
Se esperar é sempre necessário, nas horas difíceis torna-se muito mais urgente. Como notou Vergílio Ferreira, «quando a situação é mais dura, a esperança tem de ser mais forte». O povo diz que «quem espera, desespera». Mas o mesmo povo também reconhece que «quem espera, sempre alcança».

Neste Domingo, ouvimos São Pedro anotar que esperamos «novos céus e nova terra» (2Ped 3, 13). Em Cristo, Deus presenteia-nos com a novidade perene, isto é, com a novidade que nunca deixa de ser nova. Em Cristo, Deus vem para renovar todas as coisas e particularmente todas as pessoas (cf. Ap 21, 5). De facto, em Cristo, Deus não vem para que tudo fique igual, mas para que aconteça a renovação total.
A este propósito, ocorre-me uma pequena história. Quando Jesus nasceu, alguém foi ter com um velho mestre para lhe dar a feliz nova: «Olha que o Messias já veio»! Mas o velho mestre nada respondeu. Foi à janela, deitou a cabeça fora, fechou a janela, abanou a cabeça e disse: «Não, ainda não veio». É que ele achava que, quando o Messias viesse, tudo seria diferente, até o ar. E, na verdade, assim é. Jesus veio, Jesus vem, para que tudo seja diferente, para que tudo seja novo.



Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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